Primeira Carta de João: Crer em Jesus Cristo e amar uns aos outros

            Com alegria e gratidão, a Paulinas Editora lança o livro: “Primeira Carta de João: crer em Jesus Cristo e amar uns aos outros”. Esse livro tem como finalidade ajudar os grupos, paróquias e pessoas interessadas a aprofundar o tema do Mês da Bíblia de 2019, promovido pela Igreja Católica Apostólica Romana. O tema e o lema foram escolhidos pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e outras instituições bíblicas, entre elas, o Serviço de Animação Bíblica (SAB/Paulinas), departamento no qual atua Ir. Zuleica Silvano, a autora do livro. Para 2019, o tema é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida - Primeira Carta de João” e o lema é “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (cf. 1Jo 4,19). Desse modo, aprofundaremos a Primeira Carta de João à luz do Documento de Aparecida, conforme nos indica a frase “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”.            Esse livro é destinado aos agentes de pastorais, religiosos, religiosas, alunos e alunas de graduação, público em geral que desejam aprofundar a Primeira Carta de João, bem como os líderes dos grupos de reflexão bíblica, lideranças dos Círculos Bíblicos que se preparam para estudar e celebrar com seus respectivos grupos o Mês de Setembro. A Igreja Católica considera setembro o Mês da Bíblia, por causa da memória litúrgica de São Jerônimo, no dia 30 de setembro. Jerônimo foi o tradutor dos originais gregos e hebraicos da Bíblia para o latim, a chamada “Bíblia Vulgata”.

O livro “Primeira carta de João: crer em Jesus Cristo e amar uns aos outros”, além de oferecer uma possível datação da Primeira Carta de João, as características do autor, elencar as várias estruturas da carta, comenta um por um dos capítulos da mesma.

A Primeira Carta de João (1Jo), no Novo Testamento (NT), faz parte das epístolas chamadas “católicas”, isto é, “universal”. Ela pertence à tradição “joanina” por sua relação com o Evangelho segundo João; porém, provavelmente, não foi escrita pelo mesmo autor do Evangelho.

A preocupação do autor parece ser aquela de transmitir aos seus “amados” filhos aquilo que ele recebeu desde o princípio. Assim, essa carta apresenta o testemunho de um líder de comunidade, ou de várias lideranças, diante de conflitos e de uma cisão no interior da comunidade. Essa cisão provavelmente foi provocada por membros da comunidade que interpretavam de forma errônea aspectos fundamentais do seguimento de Jesus. Existem, portanto, dois grupos que se contrapõem: aquele que é fiel ao ensinamento e à tradição joanina, e o grupo que é acusado de ter abandonado a fé autêntica e criado uma ruptura na unidade da comunidade.

Ao analisar a carta, podemos recolher alguns aspectos que possivelmente tenham contribuído para criar essa ruptura entre esses dois grupos dentro da comunidade. O primeiro seria o de renegar o significado salvífico da vida e da morte de Jesus de Nazaré, ao negar que Ele é o Messias, e o não crer que Ele era o Filho de Deus (2,22; 4,2-3.15).

Essas concepções também determinavam o agir dessas pessoas, que afirmam não ter pecado, de que bastava estar em comunhão com Deus e não precisavam “amar o irmão”, sobretudo os mais necessitados. Com isso, estabeleciam a separação entre a fé e a vida, e não sendo coerentes com as exigências do seguimento de Jesus Cristo. Assim, a carta propõe observar dois mandamentos: crer que o Messias Jesus é o Filho de Deus e amar o próximo, principalmente os mais necessitados. Por isso, o subtítulo do livro: “crer em Jesus Cristo e amar uns aos outros”.

Essa carta foi escrita provavelmente entre o final do I e início do II século d.C., ou seja, entre os anos 100 a 130, e, possivelmente, por alguém que vivia na Ásia Menor, talvez em Éfeso.

Os principais aspectos teológicos presentes a Carta são: a fé em Jesus Cristo, a importância do Espírito Santo; a vida eterna e a vivência da ética cristã, que sintetiza no amor para com o próximo. Esses elementos teológicos são aprofundados no livro e trazem algumas exigências, ou desafios também para a nossa vivência cristã, ou seja, desafia-nos a responder: Quem é Jesus Cristo para mim? O que significa afirmar que Jesus é o Messias, o Filho de Deus? Acredito na salvação vinda por meio da encarnação de Jesus? O que significa ser salvo por Jesus Cristo? O que significa “crer em Jesus” e amar uns aos outros? É importante retomar e aprofundar esses aspectos, tendo presente a nossa realidade paroquial, familiar, comunitária e na nossa vivência como cristão e cristã.

            Ir. Zuleica Silvano

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Paulinas, 2019
Zuleica Silvano